Koh Kut, um pedaço de paraíso na costa sul tailandesa (2/3)

De autocarro e depois de barco rumamos para a ilha de Koh Kut.

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-Terra à vista! – Exclama o nosso mais recente amigo irlandês, Adam.

-A ilha parece grande! Não vai ser fácil chegar a todo lado! – disse o Adam.

-Sim, nós lemos no TripAdvisor que a ilha é enorme e a estrada tem grandes encostas! Para visitar tudo só de mota…

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Mais tarde encontraríamos o Adam novamente, já na ilha, só para nos arrependermos de o termos, de certa forma, influenciado no aluguer de uma motoreta! Mas já lá vamos…

Em terra firme, todas as pessoas são distribuídas por carrinhas e transportadas para o alojamento. Nós, como não tínhamos nenhuma reserva saímos onde nos pareceu bonito, por isso, tivemos de andar à boleia numa estrada sem carros (pormenores)! Obviamente devíamos ter reserva pelo menos para a primeira noite…

No primeiro dia ficamos alojados no Garden View Guest House por aproximadamente 10 dólares por noite! Não é mau, mas tem um cão intrépido que se apaixonou pela Ana 🐶💚🙎🏻! De maneira que andou sempre atrás de nós! Mas até aqui tudo bem! O problema é que a Ana tem fobia a cães e o facto do aviso “cuidado com o cão” estar exposto em todos os cantos da hospedaria não ajudou! A própria proprietária disse-nos: – Eu própria não confio nele! Vejam bem o maroto que eu aqui tenho! Finquem longe dele!

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Sim, parece-nos boa ideia! Mas como? Pensamos nós…

O cão só não entrava no nosso quarto porque não o deixávamos! A Ana estava desconfortável com esta situação. Há noite, antes de nos deitarmos fui avisar que ao nascer do sol íamos procurar outro alojamento (não por medo do cão mas da fera que partilhava o quarto comigo😊).

Dirigi-me então à recepção, obviamente escoltado pelo cão, e ao passar no restaurante encontrei o Adam a jantar com os braços todos arranhados e duas escoriações que os calções não conseguiam esconder.

-Oh Adam, tu estás com péssimo aspecto 🤕! Desculpa, eu não te devia ter falado das lambretas.

-Não, pelo contrário! No inicio foi difícil, caí uma vez, mas agora estou a adorar. Além disso, não há mesmo mais nenhuma alternativa. Já devia ter aprendido a conduzir à mais tempo. Vai-me dar jeito para as próximas viagens.

-De qualquer forma, é muito perigoso. Vê lá se tens cuidado. As melhoras…

No próximo dia mudamos para o Cozy house, uma das mais baratas e confortáveis hospedarias com bangalós na margem do rio Klong Chao. Foi a melhor coisa que fizemos. Fica apenas a 10 minutos a pé da lindíssima praia Klong Chao e muitos outros pontos como restaurantes, pequenas lojas e o único bar da ilha. O dono é uma personagem bem disposta e com bom humor, o Sr. Noi. Ao entardecer gosta de se sentar na sua esplanada na frente rio, indiferente às picadas dos mosquitos, e numa espécie de meditação contemplativa fica horas em silencio com o olhar distante e tranquilo.

O Sr. Noi emprestou-nos uma canoa para darmos um passeio no rio e no mar, convidou-nos para jantar com ele, alugou-nos uma mota para visitarmos a praia Soam, a Montana, a Siam, a Ao Phrao, as cascatas Khlongchao e Klong Ya, o templo Wat Ao Phrao e a interessante aldeia piscatória Ao Yai Pier.

photography – all rights reserved – Ana Rocha

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